A cidade de São Paulo registrou a morte de 16 ciclistas em acidentes de trânsito no primeiro trimestre deste ano, segundo o Infosiga, banco de dados do governo do estado.
O número, divulgado na segunda-feira (22), representa aumento de 220% em relação ao mesmo período do ano passado (quando foram registrados cinco óbitos), e é o maior desde o início da série histórica, em 2015.
Também foram os casos entre ciclistas que puxaram para cima o total de óbitos em acidentes de trânsito na capital paulista, que subiu 2,9% e passou de 202 para 208, entre janeiro e março de 2018 e 2019.
Neste mesmo intervalo houve aumento das mortes de vítimas em carros, de 17 para 22 casos (29,4%), e queda entre pedestres, de 96 para 89 (-7,2%), e entre motociclistas, de 74 para 70 (-5,4%).
Falta de políticas públicas
Para o ciclista e consultor em política de mobilidade urbana Daniel Guth, o aumento das mortes envolvendo bikes é “absurdo” e revela a falta de continuidade da política cicloviária na capital.
“Não adianta ter planos de médio e longo prazo se não conseguimos resolver problemas imediatos e que estão piorando a segurança do ciclista, como a falta de manutenção das vias e de fiscalização”, afirmou o consultor.
Divulgada em dezembro do ano passado, uma pesquisa da Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) apontou que 40% das ciclovias e ciclofaixas da capital tinham problemas de manutenção.
A prefeitura disse que mantém análise constante dos acidentes e que a população precisa se conscientizar sobre a necessidade de respeitar as leis. Segundo a atual administração, até 2020 serão investidos R$ 325,7 milhões na construção de 173,3 km de ciclovias e na reforma de outros 310,6 km.
A capital tem 498,3 km de malha cicloviária permanente e 122,2 km de ciclofaixas de lazer (nos domingos e feriados).
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