Os vicentinos vão poder, finalmente, viajar nos vagões do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no fim deste mês. A previsão é da EMTU, empresa responsável pela implantação deste modal de transporte na Baixada Santista.
No fim deste mês, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) implantará a "Operação Precursora", sem cobrança de tarifa, entre as estações Mascarenhas de Moraes e José Monteiro. Essa operação permanecerá, em horário ainda a ser definido, até o início da operação comercial do VLT, prevista para outubro de 2015.
A extensão entre as estações Mascarenhas de Moraes e José Monteiro é de aproximadamente seis quilômetros, atravessando os bairros de Cidade Náutica, Catiapoã, Centro e Itararé. A EMTU acredita que até este mês serão concluídos os trabalhos de construção das estações Nossa Senhora de Lourdes (perto da Rua Santa Catarina, no José Menino), Pinheiro Machado (Canal 1) e Porto, em Santos.
As obras de implantação deste modal só não avançam mais por problemas judiciais. O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público do Estado de São Paulo questiona na Justiça o traçado do VLT em um trecho de dois quilômetros na Avenida Francisco Glicério, nas imediações do Mendes Convention Center.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) deferiu uma liminar paralisando os trabalhos desde o dia 13 do mês passado. Dez dias depois, a EMTU, responsável pela implantação do VLT, entrou com recurso para poder continuar os trabalhos — mas ainda aguarda resposta da Justiça.
Com a suspensão parcial da obra, 700 funcionários estão trabalhando nos canteiros. Os trabalhos estão 95% concluídos em São Vicente e 60% em Santos. De acordo com a EMTU, neste momento está sendo montada a infraestrutura do Pátio Porto, a via permanente, além das edificações do conjunto destinado à manutenção dos VLTs. No estacionamento, já há espaço para dez VLTs.
Veículos
Ainda segundo a EMTU, empresa ligada ao governo do estado, três VLTs importados já estão na Baixada Santista e a previsão é de que outros contratados sejam entregues até dezembro deste ano. A partir do quarto veículo, a fabricação é nacional.
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